No próximo dia 9 de Abril, pelas 17h30 vamos estar a dar um workshop no Ó-Chá Tea Room em Lisboa (Alvalade).
Deixamo-vos o convite para um momento de prazer e aproveitamos para vos deixar um texto sobre o chá, escrito por Manuela Paiva, gerente do Ó Chá.
O Chá
A planta do chá, cuja designaçāo científica é “camélia sinensis” foi descoberta na China há milhares de anos (2737a.c.), provavelmente na região situada entre a província de Yunan e o Norte do Vietname. Foi levada, primeiramente, para o Japāo por monges budistas e depois para o mundo inteiro.
As propriedades tonificantes e saciantes do chá foram, desde logo, notadas, começando por ser utilizado como medicamento de uso externo, sob forma de cataplasma e de uso interno, como um caldo purificante. O tratamento e o consumo das folhas do chá vão evoluindo ao longo dos séculos, no contexto da cultura e dos hábitos de cada país. Hoje, o chá é a segunda bebida mais consumida, estando associada a rituais e simbologias diversas.
Investigadores e laboratórios por todo o mundo analisam, cada vez mais, os benefícios do chá: rico em teína, dá-nos energia e estimula o cérebro, sem nos pôr nervosos, reconfortando-nos. É igualmente rico em antioxidantes graças aos taninos e à catequina; é anti-envelhecimento, por isso, é cada vez mais utilizado em cosmética. Graças aos flavonoides, o chá protege das doenças cardio-vasculares e facilita a circulaçāo do sangue; reforça a imunidade; é rico em flúor; tem vitaminas A, B, C, E, K, oligoelementos e minerais. Porém, estas características dependem do tipo de chá, sendo as dos chás brancos ou verdes mais importantes do que as dos chás pretos. Apesar de todos estes atributos, o chá não é um medicamento, é prazer, partilha, harmonia, bem-estar, felicidade...
Beber chá é despertar todos os sentidos, é desafiar a imaginação, a improvisação, as emoções: a pureza de cada jardim, a prova de diferentes colheitas, a fragrância das folhas, a sofisticação das misturas com óleos essenciais naturais, pétalas de flores, especiarias, raízes e ervas que fazem da degustação um jogo de combinações infinitas. “Bebo chá para esquecer o ruído do mundo”, como dizia Tien Yi Heng.
Manuela Paiva Ó-Chá Rua Luis Augusto Palmeirim, 18
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